DOSSIÊ EXTREMA DIREITA NA BOLÍVIA * Arquivos PCTB
DOSSIÊ EXTREMA DIREITA NA BOLÍVIA
TODOS OS CANDIDATOS OU POLÍTICOS SE AJOELHAM PERANTE ELES
INTRODUÇÃO
A Bolívia atravessa um período eleitoral em que os candidatos percorrem o país com discursos sobre mudanças, promessas vazias e ofertas demagógicas. Mas por trás de cada discurso, esconde-se uma verdade inegável: nenhum deles aborda os interesses das poderosas máfias corporativas que controlam nossa economia e política. Todos, absolutamente todos, se curvaram a elas, oferecendo-lhes privilégios e benefícios, enquanto o povo trabalhador é obrigado a fazer mais sacrifícios e suportar ainda mais medidas de austeridade.
Essas seis máfias são os verdadeiros governos paralelos do país. A estabilidade econômica depende delas, e todos aqueles que aspiram ao poder estão subordinados a elas. Além disso, é importante ressaltar que essas máfias mantiveram seus privilégios intactos nos últimos 40 anos: tanto os governos neoliberais quanto os do MAS foram responsáveis por aumentar seus lucros e consolidar seu poder.
1. A MÁFIA DAS COOPERATIVAS DE MINERAÇÃO (FACHADA PARA CORPORAÇÕES TRANSNACIONAIS)
A primeira grande máfia é formada por cooperativas de mineração que operam como fachada para empresas privadas e transnacionais. Esse setor gera aproximadamente US$ 7 bilhões anualmente, mas a participação da Bolívia em toda a cadeia produtiva é de apenas 6%.
O caso do ouro é estarrecedor: mais de 3 bilhões de dólares em exportações anuais, mas apenas 70 milhões chegam ao Estado em royalties e impostos. Pior ainda, consomem 500 milhões de dólares em combustível subsidiado, o que significa que o país perde mais do que recebe. Soma-se a isso a devastação ambiental: poluição de rios, lagos e solo.
Diante disso, a única saída é recuperar a propriedade total dos minerais para que possam financiar as divisas que estão sendo perdidas devido ao colapso dos preços do gás.
2. OS ALOJAMENTOS AGROINDUSTRIAIS, PECUÁRIOS E DE MADEIRA
A segunda máfia é composta por impérios do agronegócio e da pecuária, concentrados principalmente em Santa Cruz. Eles geram mais de 10 bilhões de dólares anualmente — chegando a 13,5 bilhões em 2022 — mas 90% dessa moeda estrangeira permanece em paraísos fiscais.
Esses empresários desfrutam de subsídios estatais: diesel, eletricidade, tarifas zero e até isenções fiscais. Enquanto isso, criam escassez no mercado interno de carne, arroz, açúcar e petróleo, priorizando as exportações. São responsáveis pela devastação da Amazônia, com incêndios anuais que poluem todo o país.
O correto seria estabelecer a obrigação de repatriar moeda estrangeira, como exige até mesmo o decreto neoliberal 21060 em seu artigo 5º.
3. OS CONTRABANDEIOS
O contrabando tornou-se a terceira grande máfia, dominando os mercados, destruindo a produção local e condenando o país à dependência de importações.
Estima-se que a Bolívia perca US$ 2,5 bilhões anualmente em moeda estrangeira devido a essa atividade. Cidades inteiras foram transformadas em centros de contrabando, onde mercadorias importadas, de roupas usadas a alimentos, substituem a produção boliviana.
Isso explica por que 86% da população sobrevive por meio do comércio informal. A resposta necessária é uma política genuinamente protecionista que priorize a produção nacional e garanta emprego digno.
4. OS EMPRESÁRIOS DO SETOR BANCÁRIO
A quarta máfia são os banqueiros. Em meio à crise, eles dobraram e triplicaram seus lucros. Confiscaram os dólares dos depositantes implementando um "corralito" (congelamento bancário) e agora estão expropriando remessas: cada vez que um boliviano envia dinheiro para sua família, os bancos o convertem à força em bolivianos desvalorizados.
Os bancos são os parasitas mais protegidos do governo e estão intimamente ligados a outros grupos poderosos. É uma pilhagem silenciosa que, mais cedo ou mais tarde, terá de ser compensada ao povo.
5. IMPÉRIOS DA MÍDIA
A quinta máfia é a grande mídia. Ela manipula a opinião pública, desvia a atenção dos saques e protege os políticos no poder.
Não é coincidência: os donos dos meios de comunicação são os mesmos donos de bancos, agronegócios e supermercados. O Grupo Kuljis (Red Uno, Banco Económico, Hipermaxi), o Grupo Monasterio (Unitel, Banco Ganadero), o Grupo Iturri (ATB e empresas estatais). Todos eles vivem de milhões em publicidade estatal.
Essa máfia midiática garante a cegueira coletiva e transforma o povo em espectadores de um circo que esconde o que é fundamental.
6. CARTÉIS DE DROGAS
A sexta máfia são os cartéis de drogas. Com poder territorial em Chapare, no norte de Potosí e nas áreas amazônicas de Beni, movimentam cerca de 3 BILHÕES DE DÓLARES ANUALMENTE.
Mas nem mesmo essa moeda estrangeira permanece no país: o dinheiro grosso acaba nas mãos de figurões internacionais. Apenas migalhas chegam ao país para alguns produtores de coca, que recebem apenas 10% do valor real da cadeia de suprimentos.
A questão mais grave é que essa máfia financia todos os candidatos, sem exceção. Nenhum político se atreve a confrontá-los: todos preferem ser seus cúmplices silenciosos.
CONCLUSÃO
O verdadeiro poder na Bolívia não reside nas urnas, mas nessas seis máfias corporativas que governam acima do Estado e dos partidos políticos. Todos os candidatos se curvaram a elas, oferecendo-lhes mais benefícios e mais privilégios.
Além disso, lembremos que, nos últimos 40 anos, tanto os governos neoliberais quanto os do MAS foram responsáveis por expandir seus privilégios, garantir seus lucros e fortalecer seu domínio, enquanto o povo é submetido a ajustes e sacrifícios.
Por isso, afirmamos claramente: QUEM QUER QUE VENÇA, NÃO HAVERÁ MUDANÇAS ESTRUTURAIS. A única garantia é que essas máfias continuarão a saquear, enquanto a população enfrenta preços exorbitantes da gasolina, cortes na saúde e na educação, paralisação dos investimentos públicos e sofrimento crescente.
A única saída é um projeto que confronte diretamente essas máfias, recupere recursos para o povo e transforme essa riqueza roubada em uma alavanca para o desenvolvimento nacional. Caso contrário, a crise continuará a recair sobre os ombros da classe trabalhadora, enquanto as máfias dividem os despojos
NARCOVÍNCULOS DE RODRIGO PAZ: REPRODUCCIÓN DEL CAPITAL ARTICULADO AL NARCOTRÁFICO
Bolivia atraviesa, en mayo-junio de 2026, la crisis política más severa desde la llegada a la presidencia de Rodrigo Paz en noviembre de 2025. A menos de seis meses de gobierno, este se enfrenta a protestas masivas, bloqueos de carreteras y huelgas sectoriales. Sindicatos obreros, campesinos, maestros, transportistas e indígenas confluyen en una movilización nacional que tiene como denominador común el agotamiento de la legitimidad gubernamental, que atraviesa contradicciones propias de un aparato institucional subordinado a una fracción específica del capital: la narco-burguesía.
Lejos de ser un fenómeno marginal, el narcotráfico en Bolivia opera como un engranaje de acumulación capitalista que ha subsumido estructuras del poder político a sus necesidades de reproducción económica. Los escándalos que marcan la gestión de Rodrigo Paz no son fallas del sistema, sino la manifestación abierta de las pugnas e intereses de esta fracción de la burguesía nativa.
BANZER Y GARCÍA MEZA: EL ORIGEN HISTÓRICO DE LA NARCO-BURGUESÍA
Para comprender la naturaleza de la crisis actual, es metodológicamente imprescindible romper con la narrativa liberal que presenta al narcotráfico como un crimen organizado ajeno a las clases sociales. La narco-burguesía boliviana es una fracción de la clase terrateniente y empresarial, concentrada fundamentalmente en el oriente del país, cuya acumulación originaria de capital fue generada y amparada por el propio Estado durante las dictaduras de Hugo Banzer Suárez (1971-1978) y Luis García Meza (1980-1981).
Bajo estos regímenes militares, estrechamente vinculados a la geopolítica de seguridad nacional de los Estados Unidos y la CIA, se utilizaron los recursos estatales, créditos internacionales blandos y la adjudicación fraudulenta de tierras fiscales para consolidar una oligarquía agroindustrial y financiera. El excedente económico proveniente del tráfico de cocaína fue el motor oculto que capitalizó parte de esta burguesía emergente, permitiéndole insertarse en los circuitos del mercado capitalista mundial.
Existe, por tanto, una continuidad histórica y de clase entre fracciones de la burguesía que se enriquecieron bajo el banzerismo. Esta fracción burguesa siempre ha mantenido una relación de subordinación y complicidad con los intereses de Washington, operando como un apéndice y socio local del capitalismo global.
EL NEOLIBERALISMO Y EL PESO DE LOS NARCOVÍNCULOS
La crisis de narcotráfico que golpea al gobierno de Rodrigo Paz no puede leerse de manera aislada, sino en el contexto de una memoria política boliviana profundamente marcada por episodios anteriores. Paz es hijo de Jaime Paz Zamora, expresidente de Bolivia (1989-1993), envuelto en escándalos denominados como los narcovínculos, por la relación documentada entre altos funcionarios de su administración y el narcotraficante Isaac Chavarría.
Cuando la ciudadanía observa nuevos escándalos de narcotráfico en el gobierno del hijo de Jaime Paz Zamora, tiende a activar esa memoria como lente de lectura. El efecto no es de prueba sino de plausibilidad: los antecedentes históricos no demuestran los hechos presentes, pero intensifican la desconfianza y reducen el umbral de tolerancia frente a indicios que, en otro contexto, podrían ser interpretados con mayor neutralidad. En términos de legitimidad política, ese pasado funciona como una deuda estructural que el hijo debería desmentir con mayor rigor que cualquier otro gobernante. Por el contrario, su gobierno se ha visto envuelto en varios escándalos de narcotráfico.
En realidad, el viejo esquema de partidos políticos del MNR, ADN y el MIR presentó un conjunto de escándalos donde estuvieron involucrados altos dirigentes políticos como Jaime Paz y su partido; Sánchez Berzaín en el gonismo y la familia del exdictador Hugo Banzer. Esto demuestra que las fracciones del negocio del narcotráfico estuvieron insertadas en la vieja partidocracia.
EL VICEPRESIDENTE CONTRA EL ZAR ANTIDROGAS
Uno de los aspectos más políticamente explosivos de la crisis de narcotráfico en el gobierno de Paz es que las acusaciones más graves no provienen de la oposición, sino del propio seno del Ejecutivo. El vicepresidente Edmundo Lara, quien comenzó el año tomando distancia del núcleo gubernamental, denunció públicamente, a través de videos difundidos en redes sociales, que el exviceministro de Defensa Social y Sustancias Controladas, Ernesto Justiniano, conocido como el zar antidrogas del gobierno, habría apadrinado a un teniente coronel de la FELCN enjuiciado por narcotráfico, y que la esposa de Justiniano mantendría vínculos familiares con el clan Lima Lobo.
El clan Lima Lobo no es una referencia menor en el paisaje del crimen organizado boliviano. El vicepresidente Lara señaló que familiares de este clan habrían pagado treinta y cinco mil dólares a un entonces coronel de la Policía para evitar la captura y extradición de uno de sus miembros. El hecho de que un vicepresidente de la República acuse al principal funcionario antidroga del gobierno de tener lazos familiares con esta red criminal configura una crisis de credibilidad de primera magnitud. Justiniano respondió con un comunicado público y calificó las acusaciones de calumnia.
Cuando el vicepresidente acusa al viceministro de drogas de proteger narcotraficantes, lo que la ciudadanía percibe es que el aparato antidroga del Estado está en disputa y coludido con el crimen organizado. Esta percepción es, en sí misma, un factor de deslegitimación que se suma a la erosión acumulada por el caso Marset y el escándalo de droga circulando en un aeropuerto y aduanas oficiales.
Ahora, Ernesto Justiniano, frente a la gran movilización social de estos días, fue recientemente posesionado como ministro de Defensa con un tinte claramente represivo.
EL CASO MARSET
Ningún episodio ha sacudido la confianza pública durante el gobierno de Rodrigo Paz con mayor intensidad que el denominado caso Marset. El narcotraficante uruguayo Sebastián Marset, procesado en Estados Unidos, fue capturado en Bolivia y expulsado de inmediato hacia territorio estadounidense. El operativo fue presentado inicialmente por el gobierno como un éxito: se decomisaron once avionetas en un hangar de Warnes, diez vehículos de alta gama —entre ellos un Mercedes-Benz AMG G 63 2025 blindado— e inmuebles en la zona exclusiva del Urubó por un valor de quince millones de dólares.
El problema emergió rápidamente. El 23 de marzo de 2026, la Policía procedió a abrir públicamente dos cajas fuertes incautadas a Marset, constatando que estaban vacías. Días después, investigaciones periodísticas revelaron que efectivos de Inteligencia habían interceptado previamente otras cajas fuertes que contenían millones en divisas, joyas, relojes Rolex y dispositivos electrónicos con las redes de contactos del capo. El propio ministro de Gobierno, Eduardo Oviedo, confirmó que la caja con los valores fue enviada de forma irregular a una bóveda bancaria en La Paz en lugar de ser remitida al Ministerio Público.
Desde el análisis marxista, este escándalo desnuda la disputa interna por la apropiación del excedente. El vaciado de las cajas fuertes y la falta de transparencia en la cadena de custodia evidencian cómo las fuerzas represivas del Estado actúan, en la práctica, como recaudadores e intermediarios de la riqueza ilícita. La seguridad del Estado se convierte en una farsa cuando las facciones policiales y burocráticas se disputan el botín de la narco-burguesía.
VIRU VIRU: LA INFRAESTRUCTURA ESTATAL AL SERVICIO DEL CAPITAL
La condición de Bolivia como plataforma logística intermodal para el tránsito de mercancías ilícitas quedó en evidencia el 19 de febrero de 2026 con el decomiso de 356 kilogramos de hachís en el Aeropuerto Internacional Viru Viru, provenientes de Miami y con destino final a Brasil. Sin embargo, la intensificación de la penetración de la narco-burguesía en la infraestructura estratégica del Estado con el gobierno de Paz alcanzó ribetes aún más escandalosos pocas semanas después, al descubrirse el usufructo de prerrogativas soberanas para el contrabando de estupefacientes.
A la luz de recientes denuncias, se detectó el ingreso y salida por la terminal de Viru Viru de múltiples maletas que burlaron los controles aduaneros y policiales mediante la utilización de pasaportes diplomáticos vencidos. Este mecanismo no es un simple descuido burocrático; representa la puesta a disposición de los privilegios de inmunidad del Estado a favor del tráfico comercial de dinero y drogas.
Que la alta burocracia estatal o sus entornos inmediatos faciliten salvoconductos diplomáticos para resguardar la circulación de la mercancía droga demuestra que los flujos del narcotráfico no evaden al Estado, sino que lo conducen. La infraestructura aeroportuaria y los aparatos de representación exterior operan de forma directa como facilitadores de la tasa de ganancia de la burguesía ligada al narcotráfico.
LAS 108 TONELADAS DE DROGA EN MADERA DE EXPORTACIÓN: INDUSTRIALIZACIÓN Y EXPORTACIÓN DE LA MERCANCÍA
El salto cuantitativo y cualitativo de la actividad de la narco-burguesía boliviana se ha consolidado de manera dramática, demostrándose con el reciente escándalo del decomiso de 108 toneladas de cocaína camufladas en tablas de madera de exportación. Este megaembarque representa uno de los mayores hitos logísticos en la historia criminal de la región. El ocultamiento de más de un centenar de toneladas de droga dentro de listones y tablas de madera requiere de una estructura fabril, mano de obra asalariada precarizada, aserraderos industriales, grandes capitales de inversión para la adquisición de materia prima forestal y complejos esquemas de empresas fachada de comercio exterior.
Este caso demuestra empíricamente que el narcotráfico en Bolivia ya no es una actividad artesanal de pisacocas o pequeños clanes familiares; es una rama industrializada de la economía. Esta fracción de la burguesía utiliza los canales formales de las exportaciones no tradicionales para lavar activos y realizar el valor de su mercancía en los mercados centrales del capitalismo europeo y norteamericano. El capital maderero y el capital financiero formal se fusionan directamente con el capital narco, demostrando que no existe una línea divisoria limpia entre la burguesía legal y la ilegal en el país.
GEOPOLÍTICA DE LA DEA: LA ILUSIÓN DE LA LUCHA ANTIDROGAS
La crisis política se agudiza por las denuncias del vicepresidente Edmundo Lara, quien acusó públicamente al viceministro de Defensa Social y zar antidrogas, Ernesto Justiniano, de encubrir a jefes policiales vinculados al clan Lima Lobo —un grupo de poder terrateniente y ganadero con raíces profundas en el Beni desde las épocas de las dictaduras—.
Frente a la evidente descomposición de los aparatos locales, el gobierno de Rodrigo Paz ha planteado como solución de fondo la apertura de negociaciones para el retorno de la Administración de Control de Drogas (DEA) de los Estados Unidos, expulsada del país en 2008. Desde una perspectiva antiimperialista, esta medida constituye una capitulación geopolítica de enorme gravedad.
Históricamente, la DEA no ha operado como un ente neutral de erradicación del crimen, sino como el brazo político-militar del imperialismo norteamericano para disciplinar a los Estados periféricos, controlar territorios estratégicos, infiltrar las fuerzas armadas locales y quebrar las organizaciones sociales de base. El historial de la DEA en América Latina está plagado de violaciones sistemáticas a los derechos humanos, ejecuciones extrajudiciales y el amparo selectivo a determinados cárteles para debilitar a otros que no se alinean a los intereses de Washington.
El retorno de la DEA bajo la gestión de Paz no busca destruir el narcotráfico —negocio del cual el sistema financiero internacional y Wall Street son los principales beneficiarios a través del lavado de dinero—, sino abrir el territorio nacional al dominio geopolítico estadounidense, fragmentando la soberanía boliviana y criminalizando la protesta campesina e indígena bajo el rótulo de terrorismo o narcotráfico.
CONCLUSIÓN: LA CRISIS DE AUTORIDAD Y RENUNCIA DE PAZ
La exigencia de renuncia de Rodrigo Paz por parte de la Central Obrera Boliviana (COB), la Federación de Campesinos Túpac Katari y otros sectores populares en mayo de 2026 no responde únicamente a un descontento por el ajuste económico burgués y el fin de las subvenciones. Es el rechazo moral y de clase de las masas trabajadoras ante un Estado que se evidencia como el concejo de administración de los intereses de una narco-burguesía impune.
Cuando las cajas de Marset aparecen vacías, las maletas diplomáticas fluyen por Viru Viru, y la madera de exportación esconde 108 toneladas de droga, el velo ideológico del Estado neutral se desgarra. Lo que Bolivia experimenta es el colapso de la autoridad simbólica de la democracia burguesa. Las masas populares identifican que la violencia de los sicarios, los asesinatos de magistrados y la corrupción institucionalizada son las consecuencias lógicas de permitir que una élite subordinada al imperialismo conduzca los destinos de la nación. El pedido de renuncia se convierte, así, en una demanda de transformación estructural frente a un capitalismo mafioso que carcome las bases de la sociedad boliviana.
CLÃ MARINOVICH
+MARINKOVICH
MILÍCIAS
CLÃ CAMACHO
ORGANIZAÇÃO RODRIGO PAZ
RODRIGO PAZ FALIU A BOLÍVIA
12 BANCOS FORAM "FALIDOS" SEM NINGUÉM IR PRA CADEIA
CLÃ RODRIGO PAZ
***



Comentários
Postar um comentário